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Unidade de Estabilização de Animais Marinhos é inaugurada em Penha

A cidade de Penha conta agora com a primeira Unidade de Estabilização de Animais Marinhos do sul do Brasil. O espaço está localizado junto ao Centro Experimental de Maricultura (Cemar), na Praia do Manguinho, bairro de Armação do Itapocorói. A nova Unidade possui estrutura para atendimento inicial a aves, tartarugas e mamíferos marinhos resgatados nas praias, abrangendo as áreas costeiras entre Barra Velha e Governador Celso Ramos. A solenidade de inauguração aconteceu no dia 10 de abril, com a presença de autoridades, pesquisadores e estudantes ligados à área.



O local conta com uma sala de triagem, uma sala de necropsia, uma piscina externa para reabilitação, além de áreas para os profissionais e alojamentos. Durante a solenidade de inauguração, o presidente da Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), Alexandre Waltrick Rates, entregou a Univali a autorização para manejo de fauna. O prefeito de Penha, Aquiles Costa, relacionou o pioneirismo da Unidade de Estabilização de Animais Marinhos a história da região de Itapocoroy, no Século XVIII. Para o coordenador geral do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos André Barreto, esta nova unidade vai auxiliar na melhoria do atendimento aos animais. Acrescentou que já foram 25 mil animais resgatados em 1500 km de costa monitoradas pelo projeto. Mário César dos Santos, reitor da Univali, destacou que a nova Unidade é parte de um projeto muito maior. Em 25 anos, o laboratório Marinho da Univali já resgatou 3.500 animais marinhos.

Santa Catarina ainda deverá ganhar mais três unidades, em São Francisco do Sul, Florianópolis e Laguna. A unidade de Penha é integrante do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, coordenado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. O PMP-BS é uma atividade que surgiu para atender a uma condicionante ao licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, que abrange de São Paulo a Santa Catarina. Este projeto busca avaliar possíveis impactos ambientais gerados pelas atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural. Com isso, o monitoramento é realizado nas praias e o atendimento efetuado aos animais encontrados nas mesmas, sejam vivos ou mortos.  
  

Ao ser encontrado, o animal será encaminhado a Unidade de Estabilização para os primeiros atendimentos e estudos. Caso seja necessário um atendimento mais amplo, ele será encaminhado para o Centro de Reabilitação e Despetrolização mais próximo. Já para os animais encontrados mortos, a Unidade de Penha poderá realizar a necropsia e análise das possíveis causas do óbito.




Até o final deste ano estão previstas a entrega das unidades catarinenses de Laguna e São Francisco do Sul, além da cidade de São Sebastião, litoral de São Paulo. Além disso, cinco Centros de Reabilitação e Despetrolização devem ser construídos nas cidades de Florianópolis (SC), Pontal do Paraná (PR), Ilha Comprida, Guarujá e Ubatuba (SP). Três bases de apoio completam as estruturas, em Imbituba (SC), na Ilha de Superagui (PR) e Praia Grande (SP).

A Univali é a responsável pela coordenação e execução das atividades do Programa de Monitoramento de Praias, contando com uma rede de instituições ao longo do litoral: Associação R3 Animal, Instituto Argonauta, Instituto Gremar, Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), Universidade da Região de Joinville (Univille), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Australis (Projeto Baleia Franca), Projeto Biopesca, e Fundação Pró-Tamar.