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Mitsubishi Motorsports etapa Penha: queremos lama!


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Texto e fotos: Rodrigo Knack / Editor

A Revista Livre acompanhou a 4ª etapa do Mitsubishi Motorsports em Penha em dois trajetos distintos. Eu fui acompanhar o trajeto das categorias Master e Graduados em um carro de apoio disponibilizado pela organização para a imprensa.




Ao sair o carro de apoio que acompanhou a imprensa, a unanimidade foi que... todos queriam ver lama! Acertados os pontos com o motorista, pegamos a rodovia Beto Carrero e seguimos até a BR-101 sentido norte. Em Araquari o carro entrou em uma estradinha rural e seguiu até uma via usada por uma mineradora da região. Boa parte do trajeto do Mitsubishi Motorsports foi realizado em áreas desta mineradora, cercado de árvores, capoeiras e muitos truques da organização para confundir os navegadores.






Fui entrando por conta nas trilhas que faziam parte do percurso até encontrar... a lama! Devido às chuvas da semana, a lama estava propícia para dar aquela sujada no carro, propiciar várias deslizadas e algumas atoladas fortes, que exigiram resgate pelos carros de apoio.











O percurso previa a passagem no mesmo ponto mais de uma vez, o que confundiu vários navegadores e pilotos; uma hora era para entrar a esquerda, outra a direita e assim muitos tiveram que dar ré, refazer o trajeto e houve até mesmo quem simplesmente passasse por cima das capoeiras, afinal, em um 4x4 não precisa ter tanto medo em "cortar caminho", mesmo sabendo que isto descontaria pontuação.






À medida em que os competidores passavam nos pontos a lama ficava mais profunda e escorregadia, exigindo ainda mais atenção dos pilotos e domínio do veículo. Em outra parte do percurso foi a areia que proporcionou o teste de destreza dos pilotos, pois a cada carro que passava os sulcos ficavam mais profundos. Em momentos assim foi possível ver que os veículos são resistentes...










Um carro competidor, com placas de Brasília (DF), parou junto a equipe de apoio e não resisti, perguntei sobre o que estavam achando do trajeto. "Não faço a mínima ideia de onde estou", berrou o navegador aos risos. Pensei: se ele, com a planilha, não sabe onde está, imagine eu...





Após muitos espetáculos de lama voando, carros atolando, areia voando e gente se perdendo, o carro de apoio nos levou a uma segunda parte do percurso, ainda nas áreas da mineradora. Neste local o percurso misturava um circuito mais plano mas cheio de curvas, com uma grande reta na qual os competidores deveriam parar ao invés de acelerar, pois era o que a planilha indicava a fazer. Após a "pausa", o circuito entrou em uma trilha bem estreita e com bifurcações que mais uma vez pregaram peças em muitos competidores. Eu vi vários passando 3, 4 vezes pelo mesmo local...








Caminhei seguindo o percurso até avistar um curso d´água, que também era parte do circuito e mais um local propício para aquelas fotos deliciosas de rally, onde os carros entram com tudo e quase somem... certamente deve ser das partes mais divertidas de um rally assim. Mas para chegar lá foi preciso andar um bom tanto e em cada canto um visual muito compensador! 










Depois desse delicioso banho, o circuito seguiu ainda por estradinhas de terra, chamando a atenção dos moradores locais até retornar a BR-101 para voltar a Penha.